A ida às urnas nas eleições de 2026 terá uma função que vai além do exercício do direito ao voto para milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o próprio Instituto, o comparecimento eleitoral será considerado automaticamente como uma das formas de comprovação de vida, sem que o aposentado, pensionista ou beneficiário precise realizar um procedimento adicional. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os dados da participação serão encaminhados ao INSS para atualização dos registros.
A mudança faz parte de um modelo que deixou para trás a antiga exigência de comparecimento presencial. Desde a Lei nº 13.846/2019, o Estado passou a utilizar informações disponíveis em diferentes bases públicas para verificar se o beneficiário continua vivo. A votação nas eleições está entre os registros aceitos para essa finalidade, conforme as regras adotadas pelo INSS.
Além do comparecimento às urnas, o sistema pode considerar outras movimentações e registros oficiais, incluindo atendimentos, emissão ou atualização de documentos, informações do CadÚnico e procedimentos realizados com reconhecimento biométrico. A proposta é tornar a comprovação mais simples e reduzir deslocamentos, filas e dificuldades principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Quem não tiver a situação identificada automaticamente não precisa se preocupar em procurar o INSS imediatamente. O Instituto informa que continua realizando o cruzamento de dados e, somente quando não encontra registros suficientes, o beneficiário é comunicado pelos canais oficiais para regularizar a situação.
Fonte: Instituto Nacional do Seguro Social INSS / Governo Federal
Matéria: Jailton Silva | Conexão Alagoas

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